O escritor e aviador francês Antoine de Saint-Éxupery, autor de "O Principezinho", "Cidadela", "Voo Noturno", "Terra dos Homens" e "Piloto de Guerra", se fosse vivo, completaria 115 anos, no dia de ontem (29 de Junho). Mas a sua existência foi breve, tendo morrido aos 44 anos, num acidente de avião no Mediterrâneo, provavelmente abatido pelos alemães. Na primeira fase da II Guerra Mundial, foi piloto de ensaios e de combate. Em 1940, juntou-se à Força Aérea dos Estados Unidos e realizou vôos de reconhecimento para os aliados. Empreendeu então uma viagem à Córsega, da qual nunca regressou.
Filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, nasceu numa família abastada e teve uma infância feliz, apesar de ter ficado órfão do pai aos 4 anos. Até ao início da I Guerra Mundial (1914), viveu com a família no castelo de Saint-Maurice-de-Rémens, na região de Ain, cheia de bosques, lagos e prados, próximo de um aeroporto. Um dia, foi convidado por um piloto para um passeio de avião, que o marcaria para sempre.
Mais tarde, após um chumbo no teste para ingressar na Escola Naval, Saint-Exupéry ingressa na Aeronáutica francesa. Pioneiro da aviação comercial, estabeleceu várias rotas entre a Europa, a África e a América do Sul.

Das suas viagens, reflexões e sensibilidades humanistas, resultaram vários livros, incluindo uma obra infantil, que é também inesquecível para os adultos, o "O Pequeno Príncipe" ou "O Principezinho", em que o autor conta a história de um piloto de avião que sofre um acidente e cai no deserto do Saara...
"O Principezinho" é o livro em língua francesa mais foi vendido no mundo, com mais de 143 milhões de exemplares, em cerca de 500 edições. Constitui também a terceira obra literária mais traduzida no mundo (a primeira é a “Bíblia” e a segunda o livro “O Peregrino”, de John Bunyan), tendo sido ainda publicada em 160 idiomas e dialectos.

João Godim
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