Estamos na segunda década do século XXI e ainda há mais de 500 mil portugueses que não sabem ler nem escrever. E nem todos eles são idosos. Há também muitos jovens iletrados e muitos milhares que sabem ler e escrever mas que são semianalfabetos.
Dizem as cátedras sobre a literacia que um país é tanto mais pobre quanto maior for a ignorância.
Com mais de meio milhão de analfabetos Portugal está na banda dos paises pobres, nas grandes assimetrias sociais causadas pelos que sabem e pelos que não sabem ler, escrever, interpretar.
O analfabetismo e a ignorância (para alguns, esperteza saloia) fazem ricos os poderosos e mais pobres os que têm poucas posses. Em 1970, o analfabetismo atingia cerca de 26 % dos portugueses, hoje são cerca de 5,5 %.
A escolaridade obrigatória tem sido benéfica mas sabe-se que, ao entrar para a CEE/UE, a 1 de janeiro de 1986, Portugal foi obrigado a investir na educação e, para cumprir metas, milhares de alunos passaram o ano com negativas em uma a duas disciplinas.

Apesar do investimento feito no ensino, nalgumas regiões a taxa de analfabetismo ainda situa-se acima dos 9 %, ou seja, um em cada dez não sabe ler nem escrever. A política e os políticos, os sindicatos e os sindicalistas, são exemplos do opaco analfabetismo nacional.
De António Matias a 22 de Outubro de 2018 às 11:09
As campanhas para a erradicação do analfabetismo não tiveram os resultados pretendidos. Abrir escolas é fácil, contratar professores competentes e com vocação para a docência é problemático. O ensino está desleixado e desordenado. Temos professores a mais e alunos a menos. Rever todo o sistema (olhe-se para os países nórdicos) é imperioso, a continuar como está, haverá cada vez mais portugueses "licenciados" com a mancha da iliteracia.
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