No ano de 1356, no dia 24 de Agosto, Lisboa foi atingida por um tremor de terra que destruiu habitações e parte da Sé. Não foi tão dramático como o terramoto de 1 de Novembro de 1755, mas dá para ver como é o solo onde se construiu uma das cidades mais emblemáticas e ricas da Antiguidade, feita de vários povos e origens diversas, mercê da sua privilegiada localização face ao restante continente europeu.
Muitas e diferentes opiniões sobre Lisboa também foram escritas e divulgadas em todas as épocas. Principalmente relatos de estrangeiros que passaram pela capital do Reino ou País fundado há novecentos anos.
Memórias registadas de forma laudatória e crítica, mas objectivas ao máximo. Tudo isso é possível saber e recordar hoje em dia, numa altura em que a chamada "globalização" pretende fazer "tábua rasa" sobre o património único cada um, como se o passado fosse "obejcto descartável" e o presente nascesse de "geração espontânea".
Contra a "ditadura" das "notícias novas todos os dias", ou a "Babel" das comunicações em forma de "dilúvio", importa olhar lentamente para o que "veio antes", apreciar o que deixaram os que vieram antes de nós e habitaram o espaço a que chamamos "cidade", como Lisboa, apesar dos "tremores de terra" a que tem sido sujeita...

A este propósito, sugerimos a leitura do livro "Este é o Reino de Portugal", do jornalista e político José Brandão.

João Godim
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