“E o espírito voltará a Deus” é o tema geral do projecto que está a acontecer aos fins-de-semana no Mosteiro da Batalha, “um monumento que foi convento até 1834, lugar de peregrinação e também de estudos teológicos e que ainda é lugar de culto e oração, e, também, naturalmente, um espaço que faz apelo a uma reflexão sobre a Fé e a Palavra que a sustenta”, explica Joaquim Ruivo, director do monumento.
Neste contexto, foi pedido a cinco personalidades que escolhessem e comentassem textos da espiritualidade cristã e a outros tantos actores, encenadores e grupos de teatro da região que os levassem a cena.
As primeiras apresentações decorreram nos finais de setembro, com “As Obras de Misericórdia”, do Evangelho de São Mateus, texto escolhido e comentado por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, e encenado por João Lázaro e o Te-Ato; e o “Hino ao Amor”, da 1.ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, escolhido e comentado pelo teólogo e biblista frei Joaquim Carreira das Neves, com encenação de Pedro Oliveira e o grupo Nariz.
Neste mês de outubro, sempre às 21h00, nas Capelas Imperfeitas:
- Dia 8, o actor Tobias Monteiro e a Kind of Black Box apresentam “O Apocalipse”, de S. João, texto escolhido e comentado por Joaquim Ruivo, diretor do Mosteiro;
- Dia 15, Frédéric Cruz e o grupo Leirena Teatro apresentam o “As Bem-Aventuranças”, de S. Lucas e S. Mateus, texto escolhido e comentado por António Marujo, investigador e jornalista;
- Dia 22 de outubro, o conceituado actor Luís Miguel Cintra apresenta o “Eclesiastes”, versão de Damião de Góis, escolhido por si e sugerido pelo padre e poeta Tolentino de Mendonça.

João Godim
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