Transmissão da memória através do tempo
José Mattoso, um dos mais conceituados historiadores portugueses, especialista da Idade Média, foi distinguido com o Prémio de "Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes", na edição deste ano promovida pela Igreja Católica em Portugal.
O júri decidiu “por unanimidade calorosa” atribuir o galardão a José Mattoso, referindo que é um “irradiante homem de espiritualidade cristã e de acção cívico-cultural”.
Doutorado pela Universidade de Lovaina, é um “insigne professor universitário” e “director de altas instituições de arquivo e pesquisa”, destaca ainda o júri da edição 2019 do Prémio Árvore da Vida – instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), da Conferência Episcopal Portuguesa, em parceria com o grupo Renascença Multimédia.
“Como ainda não há no vosso grupo [de premiados] nenhum representante do estudo da História, é para mim muito grato poder representar nele a importância do estudo do passado humano e da transmissão da memória através do tempo”, afirmou José Mattoso, citado pela página da internet do SNPC (www.snpcultura.org), ao receber a notícia da distinção, declarando-se "muito honrado" com a atribuição do galardão.
José Mattoso nasceu em 1933, em Leiria, foi monge beneditino, no Mosteiro de São Bento de Singeverga, entre 1950 e 1970.
"Prémio Pessoa", em 1987, o historiador é Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada, foi director da Torre do Tombo, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa e professor universitário.
Filho do professor do ensino liceal António Gonçalves Mattoso, tem uma vasta obra publicada, com títulos como A Nobreza Medieval Portuguesa, A Família e o Poder Identificação de um País - Ensaio sobre as Origens de Portugal, Levantar do Céu e uma História de Portugal elaborada sob a sua direcção.

João Godim
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