Agora que as ameaças de guerra no Golfo Pérsico crescem de dia para dia, devido à inimizade histórica entre o Irão e os EUA, e aos negócios do petróleo, parece oportuno recordar o que aconteceu também no mês de Junho e com motivações bélicas: em 1914 (dia 28), com o arquiduque Francisco Fernando, príncipe herdeiro do império Austro-Húngaro, a ser assassinado em Sarajevo, por um nacionalista sérvio. Um homicídio que despoletou o início da Grande Guerra 1914-18; e há cem anos, em 1919, a assinatura do Tratado de Paz de Versalhes da I Grande Guerra que, volvidos vinte anos depois, redundaria num fracasso com o começo da II Guerra Mundial.
Os jogos de guerra não cessam e, por mais tratados, acordos ou negociações que se façam, haverá sempre razões para a contenda e o conflito. Talvez a conduta cívica e o respeito por todos e cada um sejam a melhor "arma" para a paz. Mas, nada de ilusões! Como deixou escrito Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo e escritor francês: "A fingida caridade do rico não passa de mais um luxo. Ele alimenta os pobres como cães e cavalos".

João Godim
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