Diante de tantos fogos, Por toda a parte ocorridos,
Neste tempo de verão, Quem não se sente interpelado
E até desafiado, Como simples cidadão,
A atenuar o efeito, Maléfico e destrutivo,
Movido, interiormente, Pelo fogo do Espírito,
Que nos transforma em bombeiros Voluntários do amor,
Que tudo reconstrói, Recria, defende e salva,
Para enfraquecermos Ou impedirmos as chamas,
Que tudo devoram e queimam?!
Indiferença? Não.
Compromisso, sim,
No que depender de mim.
Tens água? Oferece-a, que o fogo apaga.
Apoia os nossos Bombeiros, Com tudo quanto puderes,
Pois, eles sãos os primeiros A defender teus haveres,
Tua vida, casa e bens, Animais, aves e plantas,
Terra semeada e povoada, A assegurar paz e pão,
Esperança recheada,
Na mesa de cada irmão.
Convidado a fazer festa, Para a partilha do pão,
Com todo o que por nós passa, Partindo e repartindo,
Com amor no coração, Porque o pão que nos foi dado,
É dom da divina graça, Para um mundo mais Irmão,
E não um mundo de fomes, Enquanto outros saboreiam
O pão, de barriga cheia.
Maria Lina da Silva, fmm
Lisboa, 09.08.2016

João Godim
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