"Gazeta da Restauração" é o título do primeiro jornal português, cuja primeira edição tem a data de 1641. Uma preciosidade do jornalismo pelo facto de estarmos numa época em que a maioria dos portugueses era analfabeta e os meios de impressão gráfica serem muito rudimentares.
Se atendermos que as gráficas (impressoras de jornais) começaram a imprimir jornais a partir de meados do século XVIII, cuja iniciativa é atribuída a Johannes Gutenberg, ainda mais se reforça a ideia, com visão de futuro, de se editar um jornal em português. Tudo era feito manualmente, letra a letra, com material em metal e em madeira, exigindo grande rigor para que no momento da impressão tudo funcionasse em pleno.
No século XV já Gutenberg tinha feito os primeiros ensaios gráficos mas sem resultados práticos. Em Portugal este sistema de publicação de jornais, por via de impressoras (tipografias), funcionou até o último quartel do século passado, altura em que os jornais (revistas, etc.) passaram a ser impressos pelas novas tecnologias.
Plausível é também o facto da Livraria Lello (Património Nacional), ter adquirido a primeira edição da Gazeta da Restauração, pelo montante de 3.500 euros, precisamente no dia em que se celebrava o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de maio. A capa do jornal histórico (378 anos) está em exposição na prestigiada Lello (Porto).

João Godim
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