O mundo continua em guerra
a não compreender o caminho da paz
A celebração do Natal, além dos símbolos apelativos do consumo, convívios e festas, tem como imagem principal o Presépio. É o que se destaca nos ambientes familiares, nas igrejas e nos espaços públicos de maior frequência. Assim acontece, por exemplo, na igreja da Sé, na igreja do Carmo e na placa da Avenida Arriaga, no Funchal.
Por entre cores, luzes e flores, o Presépio é motivo de muita atenção, fixando-se nos registos tanto de residentes como nos inúmeros turistas. Ao mesmo tempo que sugere paz, serenidade, essência do verdadeiro viver, em contraste com o mundo em guerra que parece não ter fim, como denunciou ainda recentemente o papa Francisco: "Estamos perto do Natal; haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios, mas é tudo falso: o mundo continua em guerra, a fazer as guerras, não compreendeu o caminho da paz”, lamentou.
Na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, onde reside, Francisco observou que as recentes celebrações que evocaram as duas Guerras Mundiais ou as bombas de Hiroshima e Nagasaki, alertam para as consequências da guerra e do ódio. “O que fica de uma guerra, desta como a que estamos agora a viver? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes, tantos, e muito dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas”, denunciou.
O papa considera que a guerra é a escolha de quem prefere as “riquezas” ao ser humano.“Estes que lançam a guerra, que fazem as guerras, são malditos, são delinquentes. Uma guerra pode justificar-se, entre aspas, com muitas, muitas razões, mas quando todo o mundo está em guerra como hoje - todo o mundo, é uma guerra mundial aos bocados, aqui, ali, além, por todo o lado -, não há justificação. E Deus chora”, afirmou.

João Godim
FREELANCER
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