O poder monárquico em Portugal vigorou desde a fundação do reino (1143) até a implantação da República (1910). A casta do poder absoluto era pertença dos reis e reizinhos; de tudo sabiam e sobre tudo decidiam. Portugal foi durante mais de oito séculos um país com elevada taxa de analfabetismo e baixa cultura.
Para uns Portugal era um país rico por via das conquistas dos territórios ultramarinos, para outros (a grande maioria), o país era na metrópole uma grande quinta de senhores feudais servidos por trabalhadores brancos pobres e incultos, sinónimo europeu de escravatura.

Portugal sai da monarquia e entra na república com uma mão à frente e outra atrás. O poder absoluto estava a perder vassalagem que durante séculos aceitou sem contestar. Quando algo corria mal, os monarcas partiam para o exílio (Brasil, Inglaterra…) e deixavam o povo à sua sorte.
Quando as tropas de Napoleão invadiram o continente português, o rei pediu auxílio à Inglaterra. As tropas ingleses vieram defender Portugal mas a Inglaterra impôs condições. Uma das pretensões inglesas era o domínio administrativo da Ilha da Madeira, exigência que a monarquia portuguesa cedeu, sem condições. Ainda hoje está bem patente na Ilha a influência inglesa que penalizou em muito os madeirenses. Portugal salvou-se das intenções napoleónicas, a Madeira pagou caro o acordo alcançado.

João Godim
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