No âmbito dos 450 anos da chegada da Companhia de Jesus ao Funchal, o Museu de Arte de Sacra do Funchal (MAS) tem aberta ao público uma exposição sobre o acontecimento, inaugurada no passado mês de Outubro. Ao mesmo tempo, está a promover iniciativas paralelas que decorrerão até Janeiro de 2020.
Uma delas, de parceria com a Associação Académica da Madeira e da Igreja de São João Evangelista (Igreja do Colégio), irá acontecer já no próximo dia 22 de Novembro: uma conferência à volta do tema "Violência, Verdade e Tradição: O que se pode esperar da Igreja no séc. XXI?" (ver sinopse), sendo orador o padre jesuíta Francisco Mota, autor Da Catástrofe às Virtudes: a Crítica de Alasdair MacIntyre ao Liberalismo Emotivista.
A sua investigação “tem-se centrado nos últimos anos em temas de teoria política e de teoria moral". Estudou e viveu em Boston, Londres, Maputo e Oxford; e actualmente, em Lisboa, é o responsável pela abertura de um novo centro cultural relacionado com a famosa Revista Brotéria.

Sinopse da conferência da próxima sexta-feira, dia 22 de Novembro:
“A palavra que provavelmente mais une nos nossos dias a Igreja e o mundo político, empresarial, ou académico, é "Missão". As organizações falam de Mission Statements, as escolas de Missão Pedagógica, as empresas da Missão do Líder Empresarial. A Igreja, como sempre, continua a falar da Missão que recebe à luz do Evangelho.
Nesta conferência, o P. Francisco Mota, jesuíta e Diretor-Geral da Brotéria, falará de três grandes temas que têm visto significativa evolução no seu entendimento ao longo das últimas décadas. O que pensa a Igreja hoje em dia sobre o tema da guerra, paz e violência? Como se pode educar nas virtudes - e em especial na relação com a verdade? E qual a melhor forma de pensar na tradição que recebemos à luz dos desafios do mundo moderno?
Esta conferência insere-se na celebração dos 450 anos (da chegada dos Jesuítas à diocese do Funchal) e pretende ser uma oportunidade para reflectir e discutir sobre aquilo que se pode esperar da Igreja em pleno século XXI.”

João Godim
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