A questão da liberdade religiosa
Foi apresentado no Funchal, esta segunda-feira, o livro "A Igreja Católica e o nacionalismo do Estado Novo", da autoria do historiador Gabriel de Jesus Pita. A obra resulta de uma tese de mestrado em História Contemporânea defendida, em 1995, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A cerimónia de apresentação decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal, contou com a presença de muito público e a intervenção de várias entidades: Prof. José Eduardo Franco, Prof.ª Cristina Trindade e dr. Maurício Marques, personalidades ligadas ao projeto "Aprender a Madeira - Dicionário de História da Madeira", através da Agência de Promoção da Cultura Atlântica, atualmente em elaboração com cerca de 500 colaboradores; e ainda o presidente da autarquia, Paulo Cafôfo, no encerramento da sessão.
Nesta obra, publicada pela Esfera do Caos Editores, temos "um estudo aprofundado sobre a temática das relações entre a Igreja Católica e o Estado Novo, o autor adopta uma abordagem inovadora porque focalizada no cerne da ideologia salazarista, o nacionalismo, assim como no confronto entre a doutrina católica, tal como definida e divulgada nos pontificados de Pio XI e Pio XII, e o pensamento e prática política do salazarismo, analisando-se ainda o posicionamento específico da Igreja Católica portuguesa, colocada numa posição de difícil conciliação.
A questão da liberdade religiosa e do relacionamento entre o poder político e o poder religioso está hoje, indiscutivelmente, na ordem do dia. Sendo um importante contributo para a compreensão do que se passou durante o salazarismo neste domínio, este livro poderá também suscitar uma reflexão crítica sobre a situação actual, em Portugal e no mundo".
Gabriel de Jesus Pita, historiador e durante muitos anos professor do ensino secundário (entre 1978 e 2011), é natural da freguesia dos Canhas, concelho da Ponta do Sol (n. em 1950). Concluído o ensino secundário na Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, em 1968, foi funcionário público e empregado bancário antes de ingressar na Universidade de Lisboa, onde se licenciou em História, em 1980, e mais tarde fez o mestrado em História Contemporânea, onde continua a centrar o seu trabalho de investigador.

Colaborou na extinta revista Atlântico (Funchal), na Revista da Faculdade de Letras (Lisboa), na Lusitânia Sacra (Universidade Católica), na Islenha (Funchal), e em vários órgãos de comunicação social. Publicou: "História da Madeira", com a coordenação do historiador Alberto Vieira e em colaboração com Emanuel Janes e Abel Fernandes (2001); "A freguesia dos Canhas", um contributo para a sua História (2003); S. Tiago (Menor), o primeiro orago da paróquia dos Canhas (2007); Padre João Vieira Caetano, Notas Históricas e outras estórias da Ponta do Sol (2007) e A Freguesia dos Canhas, um olhar da História (2011). Colabora presentemente, com várias entradas, para o Dicionário Enciclopédico da Madeira, dirigido por José Eduardo Franco.
NB: Esta obra foi publicada em parceria com a APCA - Agência de Promoção da Cultura Atlântica, no âmbito do projeto ‘Aprender a Madeira – Dicionário de História da Madeira’, apoiado pelo programa "Intervir +".

João Godim
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