
Barreiras, muros, exércitos de polícias e militares fortemente armados, carros de combate e blindados, aviões e helicópteros, na dita Europa evoluída, em pleno século XXI, estão a impedir e a fechar o acesso à vida de milhares de humanos provenientes de países africanos em guerra. Só em muros construídos com arame farpado já vai em mais de 300 quilómetros a vedar as fronteiras da Hungria, Sérvia, Grécia, Turquia e Bugária. Milhares de pessoas, crianças, jovens e adultos de ambos os sexos estão completamente abandonadas e a morrer. Sim, caro leitor, no momento em que você lê esta notícia estão humanos a morrer à fome, ao desespero, a lutar por uma sobrevivência, num beco sem saída. São semanas, meses, a fugir à morte e a morrer pelo caminho, ora no mar ora em terra. Não há como compreender! Tamanha crueldade põe em causa muitos valores ditos civilizacionais. Que desfecho podemos esperar?




João Godim
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