Nome incontornável da literatura portuguesa contemporânea - Maria Teresa Horta, quase a completar 82 anos de idade (no dia 20 de Maio), será homenageada esta semana, entre hoje e sexta-feira (8 e 10 de Maio), com um congresso internacional a decorrer no Palácio Fronteira e na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Durante os três dias vão ser apresentados trabalhos e ensaios com a presença de professores universitários de países,do Reino Unido, França, Itália, Suécia e Brasil, bem como participações nacionais.
Este evento pretende "revisitar e reflectir sobre a ficção e não-ficção da autora, que ao longo de todo o seu percurso revela uma grande versatilidade e um domínio também ele subversivo da palavra poética, desafiando as convenções sociais”. “A variedade de géneros que cultiva permite um diálogo com escritores e escritoras seus contemporâneos, portugueses e estrangeiros, numa troca constante entre várias literaturas de diferentes épocas”, diz a organização.
Maria Teresa Mascarenhas Horta (n. Lisboa, 1937) é descendente, pelo lado materno, da Marquesa de Alorna (D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, poetisa, tradutora e pedagoga, e neta dos Marqueses de Távora, que viveu entre 1750 e 1839, uma grande referência nacional e internacional no mundo literário e político do seu tempo).
Jornalista e escritora, Maria Teresa Horta abraçou desde muito cedo a causa do Movimento Feminista, fez parte do famoso grupo Poesia 61, dirigiu a revista Mulheres e publicou com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, em 1971, as célebres Novas Cartas Portuguesas, causando na altura muita contestação.
Autora de vários livros, de poesia e prosa, Maria Teresa Horta escreveu uma notável biografia romanceada da sua antepassada com o título As Luzes de Leonor.

João Godim
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