Está por contar (pormenorizar) a guerra entre a Alemanha e a Inglaterra, nos séculos XIX e XX, por causa da Madeira. O que consta em crónicas da época, com o país endividado, a monarquia portuguesa tinha fracos argumentos para contrariar a pretensão dos potentados alemães e ingleses. Acabou Portugal por ceder à Inglaterra reagindo a Alemanha com bombardeamentos sobre o Funchal, provocando dezenas de mortes e muita destruição.

O governo português negociou com os ingleses a cedência da Madeira como quem vende ou negoceia um pedaço de terreno qualquer. Anos antes da luta entre alemães e ingleses pela Madeira, já os ingleses proponham a Portugal que auxiliavam a luta contra as invasões napoleónicas no continente recebendo como contrapartida a Madeira. Uma proposta que foi aceite, sem conhecimento dos madeirenses.

Anos mais recentes, quando Portugal dava a independência às províncias em África (1974/75), a então URSS e os EUA puseram-se à frente caso os dois arquipélagos viessem a ser postos em “hasta pública”. Para que tal não viesse a acontecer muito contribuiu a criação da FLA e da FLAMA (Frente de Libertação dos Açores e Frente de Libertação da Madeira), equipadas com material bélico que “assustou” os benévolos governos da República em Lisboa.
O arquipélago da Madeira, descoberto pelos italianos de Génova e povoado pelos portugueses foi, desde sempre, cobiçado por potências estrangeiras, por estar situado num ponto estratégico do atlântico, próximo de África, à entrada do mediterrâneo e a caminho da América.

João Godim
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