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Sexta-feira, 31 de Julho de 2020

MUNDO, TER CONFIANÇA É SER FELIZ

O medo de existir

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Até finais dos anos 60 do século passado centenas de famílias portuguesas viviam em "cavernas", sem luz eléctrica, sem água e sem as mínimas condições sanitárias. No distrito de Lisboa, as grutas do vale de Alcântara (na foto) e de Monsanto eram habitadas. Esta realidade foi há 60 / 70 anos... não tão distante quanto isso!?

No “tempo das cavernas”, os nossos antepassados viviam aterrorizados por causa da natureza agressiva, selvagem, devastadora…, a ponto de se encomendarem aos “poderes” mais fortes, trovões e tempestades, elegendo-os como “deuses protectores”. Depois, na época do sedentarismo, com mais possibilidades de “dominar a terra”, submeteram-se à protecção militar, à força e prepotência dos “senhores feudais”, em troca da segurança, da defesa e alimentação para a normal sobrevivência.

Mais tarde, até aos dias de hoje, com o progresso cada vez mais sofisticado, os descendentes desses “primitivos”, com o seu natural ADN de luta, combate e conquista, enfrentaram (enfrentam) novos desafios, não menos “ferozes”, como as doenças graves, as epidemias, os vírus pandémicos, as “guerras sem quartel” contra “inimigos invisíveis”.

Entre aqueles primeiros tempos e o que hoje se passa no mundo, verifica-se que pouca coisa mudou em termos de atitude perante as “ameaças” de morte de “castigo”. Ou seja, o “medo” continua a pairar sobre a “existência” humana, apesar dos avanços, soluções milagrosas, investigação científica e competente.masc.jpg

Se, antes, há pouco mais de 500 anos, o “inferno” e o “purgatório” eram aterradores, como consequência do “pecado”; agora, estes “terrores” traduzem-se pelo “medo” intermitente do que ainda está para vir se não cumprirmos, se não obedecermos, se não respeitarmos isto e aquilo, normas ditadas pela governação conhecida ou oculta, que paralisa e atormenta a breve “existência” de todos e de cada um, em vez de criar confiança, sabedoria, posse do “destino futuro”.

Por exemplo, opta-se por falar mais em “guerra” do que em “paz”, mesmo sabendo-se de antemão que essa “indústria” nunca poderá ser legitimada porque “os seus custos serão sempre maiores do que os seus benefícios”, como escreve Michael Walzer no ensaio “A Guerra Em Debate”.

No fundo, o “medo” comanda a vida e pouco se evoluiu desde as origens. Como diz o sábio contemporâneo Edgar Morin: “Ainda estamos na Pré-História do espírito humano e não saímos da Idade do Ferro planetária”. Mais problemático é verificar que a humanidade, à beira da conquista de “novos mundos” com as planeadas viagens a Marte e a outros espaços movidos pelas poderosas tecnologias, não se livra do  “pavor” que rodeia os simples passos de milhões de pessoas, confrontando-as com o “pior ainda está para vir” e que todos os esforços têm um “código de guerra”, com a morte à espreita em cada esquina. Mas, dizem-nos, só há uma escolha: viver com medo ou não ter medo de morrer. Será?medo.jpg

Tudo isto vem a propósito das afirmações sobre o “dia seguinte” do actual “coronavírus”, isto é, que não nos vamos livrar de uma “segunda vaga”, ainda mais grave por coincidir (pelo menos no hemisfério norte) com o Inverno, e que a próxima “gripe” será altamente mortífera; e  apontam-se desde já as baterias através das “vacinas” e dos “medicamentos” adequados, mas sempre sob a ameaça do “medo”, do “terror”, da “crise”, da “perda da certeza do progresso e da fé no Amanhã”, como escreve Edgar Morin no livro “Os Problemas do Fim de Século”.

A isto se chama “neofundamentalismo, progresso ilusório e teleguiado”, diz ainda o douto autor. Mas a vida não pode parar, muito menos aliar-se a mentalidades trágicas que só vê desgraças em tudo, como um cego que tropeça ao mais pequeno movimento dos pés. Urge pensar o futuro e prepara-se para o desconhecido, mas com a prudência, a responsabilidade, e a autoconfiança para se vencerem as dificuldades.
Abaixo as ameaças e morte ao medo!

publicado por j.gouveia às 10:44

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3 comentários:
De Reis e Costa a 31 de Julho de 2020 às 22:52
O medo sempre foi uma arma usada pelos poderosos para escravizar os pobres. O anterior regime salazarista usava o medo, a igreja usa o medo, é uma chantagem miserável mas só assim conseguem impor ditaduras. Todos temos medo mas há medos e medos, tenhamos esperança nas novas e futuras gerações numa mudança de direitos que o medo usa contra os indefesos...
De M. Castro a 2 de Agosto de 2020 às 10:22
É desde criança que se incute o medo que vai sendo acentuado à medida que vamos crescendo, quando devia ser o contrário, dar à criança desde o seu início a confiança e a vitória sobre os receios, medos e outras negações como "não", "não faça isso", "olha que isso é mau", "cuidado" tudo isto faz crescer o medo. Já em adulto o medo é muitas vezes um jogo, ameaça, que deve ser combatido e derrotado. O mundo é de todos e não de alguns saloios que pensam que podem fazer tudo o que lhes apetece. Medo, nunca, nem na terra nem no céu... como nos disse Jesus!
De Luísa Neves a 3 de Agosto de 2020 às 10:30
A pobreza é das piores chagas da sociedade, o que é não ter o mínimo dos míninos quando tanto se esbanja em riquezas esbanjadoras. Esta imagem de uma mãe e dois filhos nas grutas de Lisboa de há 50 anos nao está tão distante da realidade de hoje, só tem é outro nome: barracas, mas a pobreza lá está...

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