A atualidade na Europa, por estes dias, faz-se de “medo” e “terror"..., e com muito “pessimismo” de que “não há volta a dar à situação”, porque no passado já houve cenários idênticos… Apesar de tudo existem diferenças e as motivações são outras.
A questão essencial, alertam os sábios, é que faltam ideais fortes, propostas seguras e válidas que exigem mais do empenho de cada um em particular para o benefício de todos, contrariando os “ismos” ideológicos como o “relativismo, materialismo, egoísmo, snobismo, indiferentismo…”
Neste contexto, mais do que ter poder, a solução passa por vivenciar e pôr em prática as convicções de paz, harmonia, respeito, fraternidade e liberdade interior… Isto não é utopia e pode ser demonstrado por movimentos de espiritualidade cristã, por exemplo, alicerçados no Evangelho proclamado há mais de dois mil anos e que, nos nossos dias, testemunham a possibilidade de “UM MUNDO MAIS UNIDO”.
Reportamo-nos, neste caso, ao Movimento dos FOCOLARES que tivemos oportunidade de conhecer, na semana da Páscoa, numa altura em que está a celebrar “50 anos” de presença efectiva em Portugal.
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Fundado em Trento (Itália) por Chiara Lubich, em 1943, em plena II Grande Guerra, este Movimento ligado à Igreja Católica tem por carisma a “unidade”, em correspondência com as palavras de Jesus Cristo no seu testamento: “Pai, que todos sejam um”.
No contexto da guerra, no meio de tanta destruição, um grupo de jovens liderado por Chiara Lubich (1920-2008) concluiu que "tudo passa", só "Deus permanece" e por este ideal prometeram dar a vida, amando fraternalmente todos sem distinção de raças, credos ou opções políticas, vendo "no irmão" o "rosto de Cristo"..., e acreditando que "a paz é possível" a partir da simples, mas exigente regra: "Amar os outros como a si mesmo".
Atualmente, os FOCOLARES estão em quase 200 países, no mundo inteiro, promovendo o diálogo com todos os povos, crentes ou não, na Igreja Católica e com outras instituições a nível mundial.
Um dos meios mais conhecidos para a realização da "fraternidade" é a “Cidadela”, definida como um esboço de "sociedade nova – com casas, escolas, oficinas de trabalho, etc. – cuja lei é o amor recíproco, proposto pelo Evangelho. Surgiram pelo desejo de dar uma continuidade permanente à experiência realizada nas Mariápolis (Cidade de Maria).
As Mariápolis, que se realizam desde 1949, são encontros onde pessoas de todas as idades e profissões formam uma cidade em miniatura e onde todos procuram viver a lei evangélica do amor recíproco".

Em Portugal existe a Cidadela Arco-Íris, em Alenquer (é uma das 33 Cidadelas existentes nos cinco continentes). "Aqui realizam-se atividades programadas, mas também está aberta às pessoas que a queiram visitar para conhecer o Movimento e a sua espiritualidade". Mais pormenores em www.Focolares.pt

João Godim
FREELANCER
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