"Que nós somos um produto do meio ambiente ninguém ousa pôr em causa, do mesmo modo que só evoluímos quando estamos disponíveis para participar efectivamente no espaço social, político e religioso", Petra Sullis. O saber “fechado” é tacanho, para não dizer estúpido, limitado. Já Platão revelava a cegueira que a luz do dia provocava ao sair da caverna. O mundo das trevas é doentio.
Não há vida valorizada sem integrabilidade plena no meio, espaço para ver, confrontar, expor, questionar, ouvir, rebater, aceitar e participar no pluralismo das ideias. As nossas vitórias e fracassos a nós pertencem, sem reticências. “Das derrotas passamos para as vitórias”, dizia Winston Churchill no célebre discurso na Câmara dos Comuns “Não nos renderemos”.
A dignidade diz-nos que assumir os fracassos é a nossa maior virtude para seguirmos em frente. Porque neste nosso mundo não há fantasmas, embora ainda possa haver quem acredite no Pai Natal.

Johann Coethe (1749.1832), escritor e cientista alemão escreveu uma frase profundamente realista: “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu em que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar”. Basta interpretar e questionar.
Lembro-me do que dizia Aristides Sousa Mendes sobre os nove anos em que viveu na Bélgica. “Convivi em tertúlias com Albert Einstein, Prémio Nobel da Física, e com o dramaturgo Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, entre outros, e com todos aprendi”. Não são pacotilhas, são realidades. Flick Story em cinemascope!

João Godim
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