“O livro é fundamental para o nosso país”, frase atilada de Marcelo Rebelo de Sousa na inauguração da 1.ª Festa do Livro, no palácio de Belém, em Lisboa. Um acontecimento inédito num local prenhe de história, da nobreza à fidalguia, da monarquia à república.
Festa do Livro no palácio? Só um presidente da República com a dimensão do Prof. Marcelo podia tolerar tal acontecimento. Portas abertas, milhares de visitantes, dezenas de stands por entre os jardins mostram livros dos principais autores e editoras. Declamação de poesia, realejo, contadores de histórias, cinema e muitas outras eleições culturais.
Hoje, foi a vez de ouvir os escritores José Tolentino Mendonça e Frederico Lourenço, sobre a temática: “A Sabedoria dos Livros”. A sinopse é difícil e complexa, ou não? “Os livros abrem janelas, são encontros de vida, cúmplices da nossa experiência, alargam os nossos horizontes de sabedoria”, observa Tolentino Mendonça (T.M). “A sabedoria pode ser um perigo para a vida porque, por vezes, nos coloca perguntas para as quais nem sempre temos respostas”, sublinha Frederico Lourenço (F.L.).
A sabedoria é um crescente na vida. “A minha primeira biblioteca foi a minha avó que era analfabeta”, recorda T.M., acrescentando que “a poesia dá-nos mais espaço para o silêncio”. Por sua vez, F.L. dizia que “não sou muito atreito a dizer, já sei tudo”. Ambos reconhecem que “somos mais felizes, sabendo”.
A Festa do Livro em Belém começou ontem e termina domingo. Entrada livre, com acesso à biblioteca da presidência e ao jardim botânico tropical.

João Godim
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