O Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, acolhe por estes dias a exposição – "70 Cavaquinhos / 70 Artistas", numa iniciativa da Associação Cultural Museu Cavaquinho. Estará patente ao público até o dia 30 de deste mês (Abril).
Esta exposição passa por vários Municípios, na sua maioria relacionados com a prática do Cavaquinho, como são os casos do Funchal, Braga, Coimbra, Guimarães, Lisboa, Horta, Porto, Viana do Castelo, entre outros.
Desde a sua constituição que a Associação Museu do Cavaquinho tem obtido o apoio de artistas plásticos conceituados entre os quais Pedro Cabrita Reis, Júlio Pomar e Julião Sarmento.
Assim nasceu a ideia de uma exposição itinerante, tendo sido convidados para o efeito 70 artistas, jovens criadores de vários pontos do País, propondo-se um "cavaquinho como suporte de intervenção plástica". É o que se pode ver e apreciar agora no Funchal, no Salão Nobre do Teatro Municipal.
NB: Segundo o livro intitulado “5 olhares, sobre o património musical madeirense” instrumentos semelhantes ao cavaquinho são fabricados e “tocados” na Ilha desde o século XVI. O cavaquinho na Madeira e Porto Santo é mais conhecido por: Braguinha ou Machete. Há ainda o Rajão ou a Viola de arame. Uns e outros com modelação estética e características muito próprias.
No plano internacional, o Ukulele tem origem no século XIX tendo como ancestrais o Braguinha ou Machete e o Rajão, instrumentos levados pelos emigrantes madeirenses para o Havai e que hoje é conhecido em toda a América central e do Sul, nomeadamente.
No idioma havaiano Ukulele quer dizer, dentre as interpretações possíveis, “pulga saltitante”, por causa do movimento das mãos de quem o toca. O Machete sempre fez parte da bagagem dos madeirenses emigrantes, com particular destaque para as comunidades no Brasil, Venezuela, África do Sul e Austrália.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=YigKTr-qqJM
Música > https://www.youtube.com/watch?v=AslroZ7JT8w
Video > https://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I&feature=related

João Godim
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