Relatórios internacionais denunciam: "todos os dias são realizadas operações de compra e venda de seres humanos". A chamada escravatura moderna atinge cerca de 30 milhões de pessoas no mundo e em Portugal mais de 1.300 cidadãos.
Os propósitos destas transações são ambíguos e encobertos, mas vão desde a exploração de mão-de-obra à prostituição, apoderação de crianças e à venda de orgãos vitais, nomeadamente rins. Quanto mais pobre é um país maior é a exploração. África e Ásia é onde mais proliferam as abomináveis negociatas.

Este nosso seculo XXI sofre da assimetria social implacável. Nada que a humanidade bem informada desconheça. Entre os séculos XV e XIX foram transportados mais de 11 milhões de africanos escravizados para a Europa e América. Portugal era dos países que tinha rotas de escravos, barcos negreiros e praças leiloeiras de africanos. Os primeiros escravos a chegar a Portugal foi em 1414, tendo o trafégo de escravos gerado fortunas milionárias. A escravatura, ontem como hoje, continua a ser um negócio de milhões. Os meios podem ser outros mas o execrável objecto continua a ser o mesmo.

João Godim
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