A Europa já foi apelidada de vários nomes - destemida, lutadora, conservadora, guerreira, responsável pelo eclodir de conflitos mundiais, mãe de influências boas e más para outros continentes, rainha, princesa...
A sua histórica regista todo o tipo de experiências ou "saber feito", ao mesmo tempo que suscitou e continua a suscitar ódios, relações interesseiras, projectos oportunistas, lideranças frágeis, construções efémeras, etc.
Apesar de tudo, sempre ocupou e ocupa um espaço central no mundo, com uma existência de séculos, um passado único, orgulhoso e incomparável.
Basta lembrar a civilização humanista que se criou no seu seio e foi exaltada pelos filósofos, escritores e governantes de elevada sabedoria.
Hoje, o ideal europeu - ainda que tenha evoluído para uma União, vive à custa de planos globais, com múltiplos medos, desconfianças, tiranias do sensacionalismo e do mediático, da riqueza e da estupidez, dos nacionalismos, xenofobias, destruição, valores desadequados aos tempos de mudanças constantes.
Tudo a exigir atitudes corajosas e decisivas, muita esperança, como no passado, em que se afirmava em alto e bom som "sou europeu!”
A velha tese dos encantos e desencantos da Europa, antes e depois da União, nunca será dada por terminada.
Esta realidade é tema do mais recente livro/ensaio do filósofo Rob Riemen, intitulado "O regresso da Princesa Europa - As suas Lágrimas, os seus Feitos e os seus Sonhos".
Outros livros em português deste autor nascido na Holanda em 1962: "O Eterno Regresso do Fascismo" e "Nobreza de Espírito" (todos publicados pela Bizâncio).

João Godim
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