Oficialmente o início da campanha eleitoral para as Eleições Europeias tem data marcada para depois de amanhã (quarta-feira, 13 de março 2019). Em total incumprimento, os partidos ignoram o superiormente estipulado e já andam em campanha antes da lida ter começado. É ver os candidatos em palcos do carnaval e em arruadas como se tudo fosse permitido. Uma palhaçada! E ainda estranham o decrescente número de eleitores a não votar.
Este ano vão realizar-se três actos eleitorais: eleições europeias (26 de maio); eleições regionais na Madeira (22 de setembro) e eleições legislativas (6 de outubro). Um ano que pode determinar muito o futuro da Europa, da Madeira e de Portugal.
Os partidos em vez de liderarem a campanha para as previsíveis “mudanças” preferem exibir galões do eu, do meu e do que sei e prometo fazer. O debate saturante já cansa e vamos lá entender os políticos, se falam a sério ou se mentem, quando o eleitor tem carradas de razões para duvidar. Estamos fartos de publicidade política enganosa, de batalhas ideológicas fúteis e de lidas inconsequentes. Já não se suporta políticos bajuladores e de pacotilha.
Dizem-me, em círculo de amigos, que sempre foi assim. Digo, não. Nem sempre foi assim, oh, não! Nem na época das elogiadas mentalidades marxistas, das propaladas amplas liberdades, se admitam ser legítimo prometer tudo quando de antemão se sabia que não iriam cumprir. E os resultados eleitorais vieram confirmar. Calaram-se os cultotes das amplas liberdades.
Depois ficam os políticos ofendidos com as críticas em abundância e medíocres feitas pela pena esfalfada de escribas. Quando os principais interessados desvirtuam o fundamento do acto, os que têm direito ao voto nem se dão à maçada de exercer esse direito. Será isto o que querem os políticos? Quanto menos votos mais vitórias? Eleitores esclarecidos são uma ameaçada? Tudo é possível, com perdas para a democracia.

João Godim
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