O centenário das observações do eclipse total do Sol que validaram experimentalmente, pela primeira vez, a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, vai ser assinalado, este mês, com várias iniciativas, em Lisboa. Aquelas observações de 1919, no dia 29 de Maio, realizaram-se através de duas expedições científicas, uma no Sobral, Brasil, e outra na roça Sundy, na ilha do Príncipe (São Tomé e Príncipe), naquela data colónia portuguesa.
A expedição do Príncipe foi liderada pelo astrónomo britânico Arthur Eddington, director do Observatório de Cambridge e contou com o apoio logístico do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). Este feito será evocado numa exposição no Museu de História Natural e da Ciência, em palestras a ter lugar no OAL, na Sociedade de Geografia e numa edição filatélica.
A exposição será inaugurada no próximp dia 16 de Maio e terá painéis informativos sobre Einstein e Eddington; e entre os objectos que ficarão patentes ao público, até 8 de Setembro, destacam-se: um telescópio da época, as chapas fotográficas obtidas da protuberância solar na ilha do Príncipe, o livro de visitas do OAL assinado pelos astrónomos que conduziram as expedições científicas ao Sobral e à roça Sundy, e a correspondência trocada com o observatório astronómico português.
A Sociedade Portuguesa de Física vai dedicar o número de Maio da sua revista - a Gazeta de Física, ao eclipse solar total de 1919.

João Godim
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