"Um projeto insular, mas não insularizado" ou sujeito ao "estigma de se fechar em si ou virar-se para dentro", assim definiu o Professor José Eduardo Franco o "Grande Dicionário Enciclopédico da Madeira", cujo volume "ante zero" foi apresentado, ontem, no Funchal, no Museu Casa da Luz.
Trata-se de uma obra (em 10 volumes) inserida no programa "Aprender Madeira" da responsabilidade da Agência de Promoção da Cultura Atlântica (APCA), em parceria com diversas entidades de investigação nacionais e internacionais, como a Imprensa Nacional – Casa da Moeda e a Universidade Aberta, associada ainda à revista semestral - "Letras Comvida", do Centro de Literaturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
No essencial, este projeto que se prevê seja concretizado até 2020 é já considerado o “Novo Elucidário Madeirense para o Século XXI”. Como afirmou José Eduardo Franco, especialista em História da Cultura e coordenador dos trabalhos desde Dicionário que envolve "mais de 500 investigadores de 30 áreas e subáreas científicas".
Este trabalho visa assinalar "os 600 anos da Descoberta da Madeira" (em 2018), "os 600 anos do início dos Descobrimentos Portugueses que tiveram na Madeira uma importante plataforma", e "os 600 anos do início da globalização trazida também pelas Descobertas".
Uma obra grandiosa, "pioneira", que será também editada em castelhano e em inglês.

João Godim
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