O Dia Mundial da Música que se assinala, amanhã (1 de Outubro), foi proposto e celebrado pela primeira vez, em 1975, pelo grande violinista e maestro norte-americano Yehudi Menuhin (1916-1999), na altura Presidente do Conselho Internacional da Música.
Desde essa data promovem-se iniciativas destinadas a fomentar o gosto pela música e o prazer de ouvir e conhecer grandes clássicos, compositores, intérpretes e maestros, incluindo os instrumentos musicais mais famosos.

Em Portugal, o Museu Nacional da Música, em Lisboa, vai celebrar este Dia com um concerto integrado no ciclo de instrumentos históricos “Um Músico, Um Mecenas”, com Marco Pereira e Joana David a interpretarem Beethoven e Brahms no Violoncelo Stradivarius Chevillard - Rei de Portugal (1725) e no piano Bechstein (1925). A entrada é livre.
O violoncelo Stradivarius Chevillard-Rei de Portugal está classificado como "Tesouro Nacional", faz parte do
(Violino Stradivarius Chevillard-Rei de Portugal)
espólio do Museu Nacional da Música, pertenceu ao Rei Dom Luís I (1838-1889) e é o único instrumento de arco em Portugal com a assinatura do famoso construtor italiano Antonio Stradivari (1644-1737).
(Museu Nacional da Música)
Construído em 1725, quando Stradivari tinha 81 anos, foi conhecido inicialmente por Violoncelo Chevillard, por ter pertencido ao famoso violoncelista belga Pierre Chevillard (1811-1877), sendo depois propriedade de um membro da família de luthiers franceses Vuillaume que o vendeu ao Rei Dom Luís, em 1878, por 20 mil francos.
(Rei D. Luís I)
É conhecido o interesse que o Rei Dom Luís tinha pela música. Como compositor, deixou-nos algumas obras musicais: "uma Barcarola, uma Missa (a parte de violoncelo), cinco valsas e uma Avé Maria, que o próprio Rossini elogiou. Parte do seu acervo instrumental encontra-se, hoje, no Museu Nacional da Música.

João Godim
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