No próximo sábado,18 de Julho, celebra-se o Dia Internacional Nelson Mandela (1918-2013) - "Madiba". Uma efeméride que importa lembrar, sempre que há conflitos ou ameaças à paz, mas sobretudo em forma de homenagem a um dos maiores líderes políticos do nosso tempo.
Nelson Mandela foi um revolucionário, advogado, em luta permanente pelos direitos cívicos, contra o "antiapartheid", membro ativo e um dos fundadores do "ANC" e presidente da África do Sul, entre 1994 a 1999. Passou a maior parte da sua vida na prisão, quase trinta anos, pois foi considerado pelo governo sul-africano como terrorista, tendo sido inclusive condenado a prisão perpétua.
Comprometido de início apenas com atos não violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia sul-africana atirou sobre manifestantes negros, matando cerca de duas centenas.
Mandela deixou a prisão em 1990, aos 72 anos, por ordem do então presidente Frederik de Klerk. Os dois dividiram o Prémio Nobel da Paz em 1993: "O valor deste prémio que dividimos será e deve ser medido pela alegre paz que triunfamos, porque a humanidade comum que une negros e brancos numa só raça humana teria dito a cada um de nós que devemos viver como as crianças do paraíso".
Como primeiro presidente negro da África do Sul, Mandela comandou a transição do regime de minoria branca, o apartheid, ganhando respeito internacional pela sua luta em prol da reconciliação interna e externa: "Nunca, nunca e nunca de novo esta bela terra experimentará a opressão de um sobre o outro", disse Mandela na tomada de posse como presidente da África do Sul.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. E recebeu muitas distinções, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth II, a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.
Morreu em Dezembro de 2013, mas o seu exemplo cívico e político continua atual. A sua doutrina da "não violência", coragem, persistência e grandeza de carácter têm raízes num outro grande líder: M. Gandhi (indiano) que também trabalhou como advogado na África do Sul, nos inícios do século XX.
Video (7´) > https://www.youtube.com/watch?v=UA3NZTkxMcU

João Godim
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