Alcançar a paz e a segurança no mundo
Passam hoje (dia 24 de outubro) 70 anos sobre a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas (ONU). Num dos seus princípios lê-se: "Nós os Povos das Nações Unidas, decididos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra...a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem... resolvemos conjugar os nossos esforços para a consecução desses objetivos".
A evolução destes propósitos está à vista de todos, com mais ou menos realizações, mas na certeza de que não se podem abdicar ou deixar de proclamar tais normas em benefício de toda a humanidade.
De acordo com a própria Organização (ONU), os inícios da ONU reportam-se ao ano de 1899 e à cidade de Haia (Holanda), quando então se realizou uma a Conferência Internacional da Paz. Mais tarde, em 1919, com objetivos semelhantes, foi criada a Liga das Nações, no Tratado de Versalhes (França); considerada a precursora da ONU, tinha como missão “promover a cooperação internacional e alcançar a paz e a segurança”. Os seus membros fundadores foram: a Grã-Bretanha, França, Japão, sendo que depois entraram a Alemanha e URSS.
Os Estados Unidos da América (EUA) foram um dos idealizadores do projeto, mas não se tornaram membro efetivo. Apesar de tudo, a Liga das Nações encerrou as suas atividades por não conseguir evitar a II Guerra Mundial (1939-1945), conflito que suscitaria outras tomadas de posição e declarações sobre os direitos fundamentais dos povos, bem como a negociações entre as principais potências mundiais para a criação de uma nova entidade para o reforço da paz.
Assim aconteceu ainda durante a Guerra (entre 1941 e 1942), com Franklin Roosevelt (EUA) e Winston Churchill (1º ministro da Grã-Bretanha) a serem os principais signatários, primeiro da Carta do Atlântico, e depois da “Declaração das Nações Unidas".
Em 70 anos de Nações Unidas, já houve um português a presidir à Assembleia Geral da ONU, Diogo Freitas do Amaral (o único até agora), cargo que ocupou entre 1995 e 1996. Político e professor de Direito, desempenhou vários cargos de governação no nosso país, como fundador do Partido CDS/PP e ministro dos Negócios Estrangeiros, entre outros. Em recente entrevista, declarou-se honrado com a sua eleição há 20 anos e afirmou que: "Grandes problemas mundiais que se foram resolvendo, como o desarmamento, como o fim dos impérios coloniais europeus, como o fim do apartheid, etc, todos esses problemas foram resolvidos por aplicação das resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas."