Reunir num congresso nacional cerca de 1.400 alunos, professores e dirigentes oriundos das mais de 235 universidades/academias seniores do país é, no actual quadro sócio-cultural português, uma luz a brilhar sobre o apagão político e governamental que tem inadmissivelmente atingido os cidadãos aposentados e reformados. Felizmente, sem tabus, que nestes congressos anuais os governantes e os políticos não aparecem! O palco até tem dimensão nacional, como nenhum outro, mas a eventual presença seria muito indesejada.
Tais congressos (que são encontros de pessoas pertencentes a uma mesma área) a todos surpreendem. Os discursos são q.b., facilmente entendíveis, porque a filosofia do “envelhecimento activo" é para a RUTIS (Rede das Universidades/Academias Seniores) e seus filiados muito mais do que palavras e promessas. O mapa de registos da RUTIS dá-nos uma população - anual/activa - da ordem dos 38 mil alunos e mais de 4.500 professores voluntários. Portugal é dos países europeus com maior índice de participação de cidadãos, per capita, com mais de 50 anos de idade, nas universidades seniores.
O congresso da RUTIS, em Miranda do Corvo, neste sábado (6 de Junho), ratificou a importância das Universidades e Academias Seniores na sociedade portuguesa. São congressos na idade do saber. Como Instituição Particular de Solidariedade Social e membro do Conselho Económico e Social do Estado Português, a RUTIS, fundada em 21 de Novembro de 2005, está a desempenhar uma nobre função como nenhuma outra instituição, inclusive as de cariz oficial. As Universidades/Academias Seniores estão a dar ao país o que os governos do país não têm dado. Uma excelência que levou a revista Visão, em 2013, atribuir a Luís Jacob, presidente da RUTIS, o prémio “Herói do Ano”.

João Godim
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