Os medos e os lobbys ideológicos
Perante os cenários de provável "catástrofe" e "desaparecimento" da espécie humana e de outras da face da terra, por "culpa", dizem os especialistas, da própria actividade humana em todo o Planeta; face aos alertas insistentes, conferências e estudos sobre o assunto que dão como meta um horizonte de pouco mais de 30 anos para evitar o "colapso total"..., é interessante também questionar sobre o que aconteceu no passado nesta matéria, se houve ou não "apocalipses" de tamanha grandeza como as "ameaças" que se apresentam hoje em dia sobre a humanidade...
Enfim, o mundo não nasceu hoje, e talvez o "mal" de tantos "medos" e "desorientação" acerca de como fazer esteja mais numa informação sem precedentes que de vez em quando pretende encaixar o tema numa "agenda" política e de "lobbys" ideológicos. A realidade é que estamos mais "frágeis" do que nunca, não podemos negar, devido a razões do próprio desenvolvimento que traz necessariamente benefícios e consequências, como o aumento da poluição, entre outros resultados negativos, mas isso não justifica tudo.
As "alterações climáticas" fazem também parte do equilíbrio da Natureza que, bem harmonizado com as acções humanas e o "respeito" mútuo, poderia garantir o tão desejado "paraíso".

Segundo a UNESCO - "A Conferência das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura": "As alterações do clima terrestre no passado encontram-se "gravadas nas rochas". Os elementos dessa história estão contidos na Natureza, através das acumulações de gelo e de poeiras, em sedimentos lacustres e oceânicos, nos sedimentos de campos dunares e de terraços fluviais, em fósseis de plantas e animais, no registo de antigas linhas de costa, no crescimento de corais, no anéis de troncos de árvores e de formações calcárias em grutas, assim como em registos escritos e arqueológicos de sociedades do passado".
"A história da raça humana e das suas culturas deve muito às variações do clima do passado. Os cientistas que estudam e investigam o dinâmico Sistema Terrestre têm noção da sua complexidade e dos seus constantes reajustes".
Acontece que, nos nossos dias, e "pela primeira vez, uma espécie, o Homo Sapiens, tornou-se o principal agente de transformação do Sistema Terra e dos padrões climáticos.
Estamos, igualmente, a observar e a entender melhor o modo como essas transformações ocorrem, as escalas relevantes para as regiões e sociedades onde vivemos. Para isso, é necessário perceber a diferença entre a variabilidade natural e a variabilidade devido à influência humana". Ou seja, é certo e sabido que: As "acções humanas alteraram a química atmosférica e a cobertura vegetal, causando uma preocupante degradação da Biodiversidade. Para além disso, têm sido produzidos milhares de novas substâncias químicas sintéticas, cujo efeito na biosfera não é totalmente conhecido." (...)

Tudo muito certo, não é de agora que estas preocupações existem. Aliás, já no livro do Génesis - inscrito na Bíblia do Antigo Testamento, texto escrito há mais de 25 séculos, pode-se ler-se como foi necessário criar a "Arca de Noé", perante o "dilúvio" que iria varrer tudo... O mesmo assunto do "dilúvio" figurava já noutros documentos literários dos povos do Médio Oriente, e não consta que a "humanidade" tenha desaparecido para sempre...
Hoje em dia, talvez o receio seja maior, dado a que há outros conhecimentos, como a "teoria do bing-bang" que fez aparecer o Planeta do nada, a partir duma "explosão" de elementos.., fenómeno que poderá repetir-se com outra "explosão", a partir da "bomba atómica", por exemplo... Enquanto isso não acontece, a Natureza vai fazendo o seu próprio caminho, incluindo as normais "alterações climáticas".

João Godim
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