É pelo cheiro da cozinha, da mesa posta, das bebidas, da gastronomia em geral, que se diferencia o que há de mais típico e tradicional entre uma região e outra. Um povo que se preze tem nos "pratos típicos" um dos seus segredos mais estimados ou requintes principais, diria o provérbio. E muita coisa boa faz-se à mesa, através de uma boa refeição...
É o que está a acontecer, uma vez mais no Largo da Restauração, no Funchal, com barracas de "comes e bebes", para dar a conhecer iguarias, cheiros e sabores relacionados com a "Festa" do Natal na Madeira. A começar, temos a tradicional "poncha" feita com limão, aguardente de cana e mel de abelhas; segue-se um pão cozido numa pedra especial, conhecido como "bolo do caco" e barrado com "manteiga, alho e salsa"; e ainda uma rica "sopa de trigo", feita em panelas de ferro, como antigamente, com o "trigo da terra", couves, batata doce, "semilhas", feijão, cenoura, nabo, carne de porco salgada... Não há apetite que resista a cheiros e sabores tão intensos. É só provar e esperar por mais.
Isto para dizer que não é só o "filete de espada", o "bife de atum", a "espetada", a "carne-de-vinha-d’alhos" ou a "carne da noite", que faz da cozinha madeirense um menu muito gostoso e inesquecível para o paladar mais requintado.

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS