Mário Centeno tem o registo de baptismo em Vila Real de Santo António mas nasceu em Olhão. Isto aconteceu (e ainda acontece?) à semelhança do que se passava noutras regiões do país. Até aos anos 70 do século passado havia apenas uma Maternidade (no hospital) no sotavento algarvio, os partos ocorriam em casa ou na Maternidade, em Olhão.
Mário (marinino, para a família), actual ministro das Finanças de Portugal e presidente do Eurogrupo, nasceu em 1966, filho de José Centeno, bancário no BPA e de Rita Centeno, funcionária dos CTT, e tem duas irmãs e um irmão. Não há vila-realense que não o conheça, a casa onde viveu (a pouca distância da sede do PCP), a escola que frequentou, até ir para a Faculdade, em Lisboa.
Um jovem sorridente e divertido, dava-se bem com todos os jovens da sua geração, “é um orgulho para os vila-realenses vê-lo nos altos cargos que ocupa, sobretudo o de presidente do Eurogrupo eleito pelos ministros das finanças da União Europeia, o primeiro português a chegar a tal posto, uma grande honra para Portugal”, observam ex-colegas da mãe nos CTT.
“Só diz mal dele quem não o conhece, é muito sério e honesto, é bom de mais para estar na política corrupta que se vê por ai”, sublinha um grupo de amigos. “Ele é o melhor ministro das finanças de Portugal, depois do 25 de Abril de 1974”, sem reticências.

João Godim
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