Assinalam-se, este ano (2018), os 100 anos do nascimento do P. Manuel Antunes (1918-1985), sacerdote jesuíta, escritor, professor universitário, "pedagogo da democracia", diretor da conceituada Revista Brotéria, entre outros cargos de referência para a cultura portuguesa.
O "padre Manuel Antunes foi um mestre excepcional que marcou para toda a vida milhares de estudantes que, ao longo de mais de um quarto de século, passaram pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua memória continua viva e a iluminar o caminho de quantos o conheceram, ouviram e leram", considera o professor José Eduardo Franco.
"Há hoje um grande consenso em torno da importância e do significado do magistério pedagógico e intelectual de Manuel Antunes, considerado um dos mais notáveis pensadores do século XX português", diz o historiador.
"Senhor de uma escrita límpida e acutilante, deixou-nos sínteses críticas que se tornaram referência em domínios como a cultura clássica, a filosofia, a teologia, a história da cultura, a educação, a crítica literária, para a fazer a “radiografia” do homem e das sociedades hodiernas, da análise política e das relações internacionais.

Os seus textos, escritos desde os anos 40 do século passado até à sua morte, em 1985, ainda hoje podem ser lidos e meditados com proveito, sendo inspiradores para compreender o nosso mundo e atender aos desafios futuros", acrescenta o académico que integra as comemorações do centenário, nomeadamente a preparação de um congresso previsto para o próximo mês de Novembro.

João Godim
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