Celebra-se este ano (1919), o centenário da morte de Teixeira de Queirós. Nome ligado às Letras e a outros vultos da Literatura portuguesa do século XIX, com obra significativa, mas pouco conhecida. Para lembrar a sua vida e os seus livros, irá decorrer um colóquio em Arcos de Valdevez, no próximo mes (Maio), sob a coordenação científica de Manuel Curado, da Universidade do Minho, que contará com a participação de alguns dos "maiores especialistas sobre a sua figura e sobre o seu tempo", entre eles a antiga ministra da cultura, Isabel Pires de Lima.
Natural de Arcos de Valdevez (1848), Teixeira de Queirós, segundo os organizadores do colóquio, "cedo se afirmou como romancista e contista, sendo um fiel e representativo seguidor da escola naturalista e realista".
Na obra "História da Literatura Portuguesa", António José Saraiva e Óscar Lopes "comparam o talento deste escritor ao de Eça de Queiroz, colocando-o como um dos mais importantes expoentes literários portugueses do seu tempo".
Manuel Curado reconhece Teixeira de Queirós como "um dos vultos da cultura portuguesa do século XIX que deixou uma herança de contos, romances e ensaios", onde soube "captar o país que era o seu". O professor da Universidade do Minho realça ainda que após a conclusão dos estudos de medicina, em Coimbra, Teixeira de Queirós "contou com a colaboração de Camilo Castelo Branco para a publicação dos seus primeiros contos" e destacou-se como "grande prosador, à frente do seu tempo".
No contexto do centenário da sua morte serão lançadas obras pouco conhecidas ou esgotadas, como "Comédia do Campo", prevista para lançada Novembro deste ano, em Arcos de Valdevez, e, posteriormente, em Lisboa, na Academia das Ciências, a que o também médico escritor presidiu. Os volumes "Comédia Burguesa" e "Vária/Obra Dispersa" serão apresentados em 2020 e 2021, respectivamente.

João Godim
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