
Faz neste mês de Junho (1910) que a Monarquia atribuiu ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, a classificação de monumento nacional. Símbolo do poder real e fortaleza maior da cidade, foi a escassos cinco meses da implantação da República que passou a ser considerado propriedade de todos, em termos de conservação eterna.
A sua particular importância ganhou peso com a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147; e até ao início do século XVI, o Castelo de S. Jorge conheceu o seu "período áureo" como espaço de grande destaque. "Os antigos espaços da época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei, a Corte, o Bispo e instalar o arquivo real numa das torres do castelo. Transformado em paço real pelos Reis de Portugal no século XIII, o Castelo de S. Jorge foi o local escolhido para se receberem personagens ilustres nacionais e estrangeiras, para se realizarem festas e aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI."
Na história mais recente deste castelo, destacam-se as obras de restauro promovidas pelo "Estado Novo", entre 1938 e 1940. No final do século XX, "as investigações arqueológicas promovidas em várias zonas contribuíram, de forma singular, para constatar a antiguidade da ocupação no topo da colina e confirmar o inestimável valor histórico que fundamentou a classificação do Castelo de S. Jorge como Monumento Nacional, por Decreto Régio de 1910."

João Godim
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