Filipe Scolari, treinador de futebol, foi contratado pela FPF (Federação Portuguesa de Futebol) para orientar a nossa selecção na fase do Europeu de 2004. Teve um contrato milionário e na final, frente à Grécia, em Lisboa, Portugal ficou a ver o título por um canudo. A nossa seleção viria a ser campeã da Europa, em 2016, em Paris, quando todo o favoritismo era dado à França, com a modéstia de um técnico português, de seu nome Fernando Santos.
No jogo da final com a Grécia os jornalistas perguntaram a Scolari o porquê do fracasso. "Pois não viram, não venham dizer que o burro, sou eu!?. Uma resposta menor para uma derrota num jogo maior. Os "burros" nunca perdem. Quando perguntaram aos eurodeputados portugueses se o vencimento de 12 mil euros/limpos mensais não é um exagero, a evasiva foi gelada.
Um dos ricos eurodeputados que já anda há dez anos no Parlamento Europeu, respondeu que não se lembrava, ao certo, quanto ganhava. É "burro" ou está a chamar "burros" aos eleitores. Seguindo a imbecil lógica scolariana, os "burros" somos nós. Não temos políticos de primeira mas de segunda ou terceira categorias. E querem o nosso voto!
No dia das eleições, 26 de maio, o poder é nosso, o voto é nosso, por isso não vamos votar em "burros", não comparando, desculpem lá! Contas feitas, é um vencmento principesco. Uma ofensa para os portugueses que têm os ordenados e as pensões mais baixos da zona euro.

João Godim
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