Pioneiro do ensino da Bioética em Portugal e o primeiro director do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, o Professor Walter Osswald, de 90 anos de idade, recebeu das mãos do Presidente da República a Grã-Cruz da Ordem de Mérito da Instrução Pública. A cerimónia de homenagem e condecoração realizou-se, esta semana, no Porto.
“A Bioética não é uma ciência, nem é uma coisa separada da vida, mas que emana da própria preocupação das pessoas com a vida. E o fim da Bioética é ajudar as pessoas a descobrirem as normas, aceites pela sociedade, que lhes dêem uma vida boa, uma vida com auto contentamento, com responsabilidade em relação aos outros e a si mesmos e em sociedades justas", disse o homenageado.
Walter Osswald, nasceu no Porto, licenciou-se e doutorou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto onde se tornou professor catedrático, em 1972. As suas principais áreas de estudo são a Farmacologia, a Terapêutica e a Bioética.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lembrou que "o professor Walter Osswald foi um pioneiro naquilo que em Portugal não existia como uma realidade autónoma. Há 40, 50 anos a Bioética, isto é, a ética nos avanços da medicina, das ciências da vida, da biologia, era uma realidade de que não se falava. E, no entanto, havia uma revolução científica e tecnológica em curso".
Com um punhado de pioneiros, como o professor Luis Archer, o professor Daniel Serrão, o professor João Lobo Antunes, professor Osswald, "com todos eles, foi criado um Conselho para se pronunciar sobre essas matérias, que hoje tem que ser ouvido sobre todas as leis que tenham, de alguma maneira, uma relevância ética do ponto de vista da vida e da saúde das pessoas".



Walter Ossawad destacou-se pela sua "missão de vida". Em tudo pelo que "ensinou, publicou, percorreu universidades, esteve na discussão de todas as leis e isso não tem preço. Portanto, a homenagem que lhe é prestada é pelo seu contributo fundamental num domínio que hoje é chave na vida de qualquer sociedade", sublinhou o presidente da República.

João Godim
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