A França tem sido o país europeu mais atingido por ataques terroristas, todos com origem em países muçulmanos. Tudo quanto seja "imagem" muçulmana toca como campainha de alarme, causa dúvida e, nalguns casos, medo. Seja em Paris ou noutra cidade francesa. A desconfiança anda no ar... e no mar.
Fato de banho tradicional das mulheres islamitas.
Mulheres islamitas, há muito residentes em França, foram à praia vestidas de fato de banho islâmico que só deixa o rosto, mãos e pés à mostra, um tal "burkini". A reacção das mulheres europeias com os seus bikinis "extremistas", de quase tudo à vista, foi de uma tempestade agressiva contra os "burkinis".
O inesperado foi a reacção do governo de proibir o uso do "burkini" nas praias francesas. A própria França, de um momento para outro, toma uma posição que contraria o que sempre foi uso normal por mulheres muçulmanas residentes e nascidas em França há muitos anos.
Nas praias banhadas pelo "Canal da Mancha", a norte de França, vimos, por diversas vezes, famílias muçulmanas (homens, mulheres e crianças) na praia com os seus tipicos fatos de banho.
Fato de banho dos europeus nos anos 30 do séc. passado.
O medo vê terrorismo até nos fatos de banho islâmicos. Nos fatos de banho europeus não há perigo, pensam os franceses. Um dia havemos de saber se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada em 1948, tem ou não aplicação.
Anos antes do "burkini" muçulmano, mulheres europeias frequentavam as praias com "fatos de banho" pretos e a tapar quase todo o corpo. Querer considerar que o bikini é inofensivo e o burkini é perigoso é desconhecer as leis da física. O perigo não está no parecer mas no ser!

João Godim
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