
Museu da Baleia, Caniçal - Madeira
A caça à Baleia está proibida em todo o mundo mas nas ilhas Faroé a matança continua, bem como nalgumas zonas do Japão (aqui fora da vigilância oficial). Em Portugal, a caça à baleia terá começado no século XVI, nos Açores, e na Madeira só a partir da primeira metade do século XX. Desde 1987 que o governo português determinou o fim desta atividade, ratificando a legislação que já vigorava em todo o mundo.
Era nos arquipélagos dos Açores e da Madeira que a caça à Baleia era praticada, havendo fábricas equipadas exclusivamente para a obtenção do óleo, carne e marfim.

Tivemos oportunidade de acompanhar o processo que ia da entrada do animal na rampa de acesso ao mar, seguindo-se o arrastamento do cetáceo até o interior da fábrica. Era uma operação lenta, feita através da força dos homens. Em média, as baleias capturadas no mar da Madeira tinham entre 15 e 20 metros e cerca de 700 kgs.
Segundo documentos disponíveis no Museu da Baleia (Caniçal – Madeira), o óleo da baleia era prioritariamente utilizado como combustível para a iluminação e na fabricação de sabão, margarina e na indústria de cosmética.

Centenas de baleias são mortas, todos os anos, nas ilhas de Faroé.
Ver, nesta altura do ano, a horripilante matança de centenas de baleias nas ilhas Faroé, por muito que seja a argumentação com base na necessidade de carne para a população, não deixa de ser um ato bárbaro. Ripostar que nos outros países matam animais como bovinos, caprinos, etc., em quantidades astronómicas… não dá razão, nenhuma! Fica sempre a imagem doentiamente selvática.

Mar vermelho... pelo sangue das baleias, nas ilhas Faroé (Dinamarca - Europa). Já no dia de hoje, chega-nos a notícia, foram abatidas cerca de duas dezenas de baleias.

João Godim
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