É oportuno ler este livro:
Jihadismo Global - Das Palavras aos Actos -
Al-Qaeda, Estado Islâmico e o Império do Terror
É oportuno ler este livro baseado na tese de doutoramento que o autor apresentou no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em 2013. Felipe Pathé Duarte (nasceu em 1980) é um especialista nestas matérias, desempenha neste momento cargos de referência em instituições nacionais e internacionais de relevo e é orador convidado em vários cursos de formação.
O medo, o terror, a suspeita, a perseguição e a tecnologia mais sofisticada dão nome às novas guerras que hoje em dia vão aparecendo por toda a parte, à escala global, em parte devido ao "terrorismo" e aos "atentados" como há pouco aconteceu em Paris, e ainda ontem mobilizou forças policiais e militares no centro de Bruxelas, numa grande operação de "caça ao homem"...
É o nosso mundo, caraterizado por tanto poder, mas, ao mesmo tempo, frágil e a viver em crescente ansiedade quanto ao futuro do próprio planeta, casa comum para milhões de habitantes, mas onde reside muita insegurança...
A este propósito, sugerimos a leitura de uma obra de investigação, um livro que tem por título "Jihadismo Global - Das Palavras aos Actos - Al-Qaeda, Estado Islâmico e o Império do Terror", da autoria do português Felipe Pathé Duarte.
Numa prosa objetiva e muito acessível, o autor explica as raízes e as origens dos "tormentos" que estamos a viver, a partir das "principais estruturas" do chamado "jihadismo global - Al-Qaeda e Daesh (leia-se Estado Islâmico)". Assim, ficamos a saber que aqueles "são actores não-estatais. O tipo de guerra que privilegiam é o subversivo. As tácticas operacionais, cuja aplicação depende do teatro de operações, são o terrorismo, a insurreição e a guerra de guerrilha."
As suas actuações visam conseguir um "domínio territorial, juntamente com um protagonismo crescente dos media e das redes sociais do ciberespaço". Além disso, "a violência jihadista pode ser lida não só como instrumental, mas também como expressiva. Estando latente o sentimento de injustiça no mundo muçulmano e o subsequente ódio antiocidental (porque causador de tal condição), a violência, sublimação do rancor, surge como contrapeso e como forma de protesto de uma identidade que se sente injuriada".
Se, como dizia Claausewitz, " a guerra é continuação da política , mas por outros meios", então vemos na "violência " uma "função específica". Ou seja: "Há no jihadismo global uma noção doutrinal, ideológica e político-pragmática que conduz a um determinado tipo de acção".
Video > http://rr.sapo.pt/video/84913/paris_longos_dias_de_terror

João Godim
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