Há 125 anos, no dia 19 de Maio de 1890, nascia em Lisboa o poeta Mário de Sá-Carneiro, considerado um dos modernistas da poesia portuguesa, um dos fundadores, com Fernando Pessoa e outros, da Revista Orpheu (1915) que viria a ter um papel fundamental na renovação da nossa literatura no século XX.
Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) viveu também em Paris, cidade onde se suicidou com 26 anos incompletos, após uma "crise existencial grave". As suas Obras poéticas mais conhecidas são: Dispersão e Indícios de Oiro; e na ficção: A Confissão de Lúcio e Céu em Fogo.
Mário de Sá-Carneiro nasceu no seio de uma família da alta-burguesia, sendo filho e neto de militares. Órfão de mãe com apenas dois anos, foi educado pelos avós. Iniciou-se na poesia com doze anos e aos quinze já traduzia escritores de nomeada: Victor Hugo, Goethe e Schiller. Após o liceu, onde também experimentou o teatro, foi para Coimbra, para a Faculdade de Direito, mas não fez qualquer licenciatura. Em 1912 veio a conhecer o seu melhor amigo – Fernando Pessoa; e depois segue para Paris, para prosseguir os estudos superiores na Sorbonne, sempre com o apoio financeiro do pai, mas em vez dos estudos opta por uma vida boémia e de grande criatividade literária...
Mário Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, bons amigos.

João Godim
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