Passam hoje, 26 de setembro, 88 anos sobre a assinatura do Pacto da Sociedade das Nações, por vinte e três países, documento que considera a guerra ilegal e que tem como objetivo a resolução pacífica dos conflitos.

Documento importante, credível, mas que, na realidade, os seus princípios, o seu conteúdo e finalidade são constantemente desmentidos, apesar dos esforços a favor da paz.
Basta ver o que se está a passar na Síria, antes no Iraque, na Bósnia..., para só lembrar os conflitos mais recentes, "promovidos" pelas chamadas "grandes potências".
A história da "Sociedade das Nações", também conhecida por "Liga das Nações" é longa e não foi por acaso que nasceu logo após a I Grande Guerra (1914-1918), teve a necessidade de se reforçar com um Pacto (em 1928), mas sucumbiu ao mesmo tempo da II Guerra Mundial (em 1946), dando lugar à Organização das Nações Unidas (ONU).

Os líderes das maiores potências bélicas mundiais: Putin (Rússia) e Obama (EUA). Dois países assaz activos em todas as guerras. Porquê?
Como disse o nosso Nobel da Literatura (de 1998), José Saramago (1922-2010): "É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz.
Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras.
Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas."

João Godim
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