Neste mês de Março e neste ano de 2019, assinalam-se duas efemérides referentes às relações entre Portugal e a China, e por causa de Macau:
> O protocolo de Lisboa, assinado em 1887, nos termos do qual foram estabelecidas as condições do Tratado de Amizade e Comércio com a China bem como sobre o direito de ocupação e governo de Macau, por parte Portugal; e os 20 anos da independência do território de Macau que, em 1999, passou para a soberania da China.
Nas palavras do antigo embaixador e ministro dos Negócios Estrangeiros do Estado Novo, Franco Nogueira (1918-1993): “Nunca verdadeiramente fomos soberanos em Macau, sempre subsistimos graças à boa vontade da China e sempre partilhámos com ela a autoridade.”
A História também regista que o território de Macau, antes da instalação permanente dos portugueses, foi procurado desde o século XVI por "comerciantes e aventureiros que navegavam à revelia da Coroa". Procuravam "um porto de abrigo próximo das feiras de Cantão. Ali encontraram artífices capazes de reparar as caravelas.
Aos poucos foram ganhando a confiança da população, numa convergência de interesses que permitiu a continuidade dos portugueses durante quatro séculos e meio. Durante os primeiros tempos, os portugueses não pisaram terra. Viviam nos barcos. No porto havia um templo dedicado à deusa Á-Má. O local chamava-se Baía de Á-Má e daí terá vindo o nome Macau".

João Godim
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