As tentativas de uns povos dominarem outros, por causa da sua fragilidade territorial ou pouca riqueza, de umas potências disporem da vontade de certos países em geral, devido ao seu alto conhecimento e umas tantas estratégias, sempre existiram, não é de agora que isso acontece.
É evidente que as circunstâncias sinistras de cada tempo estão na origem de tantos dissabores, mas, como considera o entendimento popular, mesmo perante os piores confrontos ou humilhações, sempre se levantam os combates pela liberdade e pela paz.
A História está cheia desses esforços e há exemplos que apontam para a não desistência. Temos o testemunho da resistência portuguesa às invasões francesas, em 1807; ao mesmo tempo que se estabelecia a convenção luso-britânica sobre a transferência da monarquia portuguesa para o Brasil (o que veio a acontecer em 1808) e a ocupação da ilha da Madeira (durante cerca de sete anos) por tropas inglesas. Foram momentos dramáticos, mas nada foi definitivo.
> Durante cerca de sete anos a Madeira esteve ocupada por tropas inglesas, período em que os ingleses registaram, em seu nome, os melhores terrenos da ilha e que ainda hoje possuem. Portugal concedeu autorização para que tal acontecesse. A Inglaterra não ficou na posse definitiva da ilha porque não quis.
Tudo veio a culminar com a "revolução liberal de 1820", o regresso forçado da corte real e a independência inevitável do Brasil em 1822. Nada mau para a época! A evolução do "Portugal oitocentista" já é de todos conhecida, com a certeza de que a História não engana.

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS