Para sermos felizes basta tão pouco e não é preciso procurar muito... Entre ter uma convicção, um ideal, e ser sensível às coisas simples, a distância é mínima. E o melhor mesmo é sentir que a "FELICIDADE" está ao nosso lado, não é uma questão de sorte ou utopia. No seu sentido mais vulgar, a "felicidade" está associada à "alegria de viver", ao "OPTIMISMO" com que se encaram as situações da vida e, acima de tudo, aos "desejos" que aspiramos alcançar através de certos acontecimentos que, pessoal ou diretamente, mais nos tornam importantes e com lugar de destaque na sociedade. É próprio do ser humano, quem poderá recusar "ser feliz" ou renunciar à "felicidade"?

Isto vem a propósito de um breve diálogo que encetámos nestes dias sobre as "vitórias" no futebol... O nosso interlocutor, experimentado nos caminhos da "felicidade" e com maturidade suficiente para não cair em fantasias ou alegrias efémeras, disse-nos que estava "verdadeiramente feliz", apesar das "austeridades ou crises"... A causa próxima desta "felicidade" era uma "vitória" que tinha conseguido através do futebol: "O meu União (da Madeira) subiu à primeira Liga, o meu 1.º de Maio também conquistou a subida a um escalão nacional e o meu Belenenses portou-se igualmente bem..., estou feliz".
Uma confissão assim exigia um assentimento, nada de contrariedades, e poucas palavras; apenas largos sorrisos e gargalhadas que até conseguiram abafar os ruídos em redor de um café/esplanada no centro da cidade do Funchal, com uma pessoa muito dada a conversas oportunas e com lições de vida: Humberto Machado, empresário e ex-administrador bancário, hoje na aposentação.

Ainda assim, lembrou, "estes emblemas futebolísticos veem de muito longe, estão no coração, com aquela garra e euforia que nos davam tamanha força para apostarmos tudo nos clubes..., hoje é diferente!, mas nunca deixámos de acreditar que a felicidade é possível e este ano de 2015 está a ser especial..., e vou continuar a esperar sempre pelo melhor", sublinha.
Pois é, a "felicidade" está ao nosso alcance, ainda que se tenha de esperar muito tempo para a conseguir materializar; também ela existe quando vemos os outros "felizes", quando não nos deixamos vencer pelo "pessimismo", quando procuramos ser em cada dia o melhor que desejamos, o máximo das nossas capacidades, rumo à "vitória", como no futebol, ainda que os "clubes" sejam os mais "pequeninos" ou "modestos"... Mas a "felicidade" existe, com toda a certeza, como bem testemunhou o expert comunicador Humberto Machado, um homem com história na sociedade madeirense.
NB: Na próxima época futebolística (2015-2016) a Madeira terá três clubes na I Liga: Marítimo, Nacional e União. Tantos clubes quantos têm as capitais Lisboa, Londres, Madrid e Moscovo.
Dolores Aveiro, mãe de Cristiano Ronaldo ( o melhor futebolista do mundo), festeja a subida do C.F. União à I Liga. Hugo Aveiro, irmão de CR7, faz parte do conselho de administração do clube madeirense.

João Godim
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