
"Não ler é uma forma de esquecer", afirmou um dia José Saramago (1922-2010), Nobel de Literatura em 1998 e que faria hoje (16 de Novembro) 96 anos de idade. O escritor reconhecia, numa entrevista de 1993, que só viveria para sempre através da sua obra e dos seus leitores. A sua importância e eternidade dependiam disso. "Se eu não leio os Lusíadas, para que é que serve Camões", dizia.
Saramago é dos portugueses actualmente mais conhecidos em todo o mundo (o outro é Cristiano Ronaldo), e os livros que publicou até aos últimos dias de vida constituem uma "obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo."

Para assinalar este aniversário natalício de José Saramago e também o 83.º aniversário da morte de Fernando Pessoa (30 de Novembro de 1935), decorre, a partir de hoje, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a iniciativa intitulada "Dias de Desassossego". Pormenores do programa em /www.josesaramago.org/

João Godim
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