A criatividade inventiva do ser humano sempre foi posta à prova diante das necessidades básicas de sobrevivência ou face às possibilidades de exploração da natureza, da qual pretendia dominar e tirar o maior proveito. A História da humanidade está cheia de invenções, muitas das quais ainda hoje influenciam o progresso técnico e o avanço das novas tecnologias.
Por exemplo, a invenção do vidro, elemento imprescindível na vida quotidiana com várias utilizações, desde objectos de cozinha, laboratórios, computadores, janelas, óculos… e outros, foi descoberto na Idade do Bronze (3000 a.C. – 1200 a.C.). A descoberta da “roda”, que se integra na lista das maiores invenções de todos os tempos, a par da Internet (século XX), da bússola magnética, da pólvora, dos relógios, dos caracteres da imprensa, das baterias, do telefone, da televisão…, significou uma enorme conquista à escala planetária e extra-planetária.
Se “o mundo é composto de mudança”, como afirmou o poeta António Gedeão, também a existência humana é constituída de invenções permanentes. Em cada tempo, ano e período da História, destacam-se factos inventivos que contribuem grandemente para o desenvolvimento e progresso humanos, sem contestação aparente.
Nos nossos dias, as descobertas e as investigações tecnológicas vão no sentido de mais robótica, mais energia nuclear, mais capacidade nas comunicações móveis… Assim confirmam as importantes feiras e certames que se realizam anualmente na Europa e no mundo inteiro, com alguns desafios inerentes à própria produção científica e sob um certo olhar de desconfiança por parte das pessoas em geral, incrédulas num primeiro momento, mas certas de que a invenção do futuro é imparável, tal como no passado remoto. A mola ou alavanca que permite tudo isto parte da premissa intemporal de que “nada será como dantes”.

João Godim
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