
Os governos de Portugal (tanto na ditadura como na democracia) sempre se aproveitaram do prestígio internacional de Eusébio. Mas Salazar foi vítima de campanha política!
Mário Soares, antigo governante de Portugal, em declarações à RTP, disse o que pensava de Eusébio. Depois de fazer referência cultural pouco agradável a Eusébio, Soares diz que não sabia de qualquer doença mas sabia que Eusébio bebia whisky todo o dia. As declarações do ex-Presidente da República, gerou uma onda de indignação nas redes sociais. «Era um homem bom, e não sabia que estava doente, sabia que tomava whisky de manhã e à tarde, mas há quem diga que isso até faz bem...».
A opinião de Mário Soares, que confessa não gostar de futebol, não deixa de ser polémica num momento em que, muitos por oportunismo e outros por quererem apanhar a boleia, alinham pelos fáceis elogios a Eusébio. A cultura é outra música. Foi Simões, antigo colega no Benfica e na selecção, que só agora veio dizer que Eusébio nunca foi impedido, por Salazar, de ir para o Juventus de Itália, por um milhão de dólares. "Como podia Eusébio ir para o futebol italiano se os clubes de Itália estavam impedidos de contratar estrangeiros? observa Simões. Salazar foi acusado injustamente. Tudo na vida é assim, mas cedo ao mais tarde a verdade vem à tona. Sem falsos elogios. Como alguém dizia na reportagem da TVI: "Estou pasmado por ver tanta gente no funeral de Eusébio sem nunca o terem visto jogar, sinceramente, não percebo!".

João Godim
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