
O que pouca gente sabe é que muito do bordado à venda no comércio europeu e americano vem da Àsia mas também de África. Nem os chineses são líderes na produção do bordado como de outras confecções. Na Ásia há organizações que controlam o fabrico do bordado, desde a matéria prima, fabricantes, bordadeiras, distribuição, pagamentos irrisórios e da exportação para o mercado internacional. Mas em África há um outro modelo de "exploração", ainda mais desumano. Jovens africanas são obrigadas a aprender a bordar, de sol a sol, sem qualquer usufruto financeiro, apenas recebem alimentação e apoio na dormida. Nada mais. Esta prática vem de há longos anos. A exploração de mão de obra tanto na Ásia como em Àfrica é claramente escravizadora, com algumas, raras, excepções.

João Godim
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