Uma greve para ser greve e ter efeitos de greve deve ser feita no momento nevrálgico. Fazer greve sem efeitos práticos de greve é melhor não fazer. A greve dos professores, em Portugal, no dia de ontem (17.06.2013), teve nuance de greve mas, ainda assim, ficou aquém das nossas expectativas. Foi no dia do exame de língua portuguesa do 12.º ano porque foi o dia de maior responsabilidade para todos, especialmente para o governo que menosprezou a greve. O governo de coligação PSD-CDS há muito que perdeu o apoio dos portugueses para governar, não tem legitimidade, é contestado por fortes motivos, inclusive pelos seniores-aposentados que têm sido roubados nas suas pensões.
As greves são para fazer-se ouvir e fazer-se sentir, com efeitos práticos. Se o governo faz orelhas moucas há que levá-lo ao otorrinolaringologista e se não quer tratar-se que fique surdo para sempre. O que não pode é ignorar as manifestações, os protestos, nem estar à espera que haja greves aos fins-de-semana, nos feriados e nas férias. De todas as maneiras, entendemos que este governo já anda a pedir, há muito, uma manifestação e uma greve com efeitos de profunda limpeza ministerial, pelos graves prejuízos que tem causado ao país e aos portugueses. Um governo (como este) que brinca e desafia as greves, não merece respeito. Pelo que se vê, o governo de Portugal encara as greves como uma brincadeira.
Não é por "dá cá aquela palha" que milhares de portugueses protestam contra as políticas do governo, mesmo que nos bastidores os governantes (na foto: Vítor Gaspar e Passo Coelho) acham piada e dêem gargalhadas de desprezo. Até um não sabemos quando!?

João Godim
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